Nem Tudo é o que Parece x Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes
Seria uma constante nos filmes ingleses de ação, uma tendência passageira, ou apenas coincidências? Os dois filmes do título são excelentes. Tem direção excelente, Matthew Vaughn e Guy Ritchie respectivamente, fotografia excelente, edição mais excelente ainda, trilha sonora "invocada" e excelente, interpretações excelentes, mas ambos tem algo que me deixa puto: não finalizam a estória. Poxa (pra não usar a palavra porra... ah, foda-se...). Porra, uma estória tem que ter: início, meio e fim (não necessáriamente nessa ordem, poderiam gritar os editores apressadinhos por aí). Mas todas tem (repetindo): INÍCIO, MEIO E ---> FIM <---. Poxa... desculpe novamente. Porra, o filme "História sem Fim" já foi feito, e por incrível que parece, tinha: INÍCIO, MEIO E -----------> FIM <-----------. É interessante procurar ser original, deixar uma pulga atrás da orelha, brincar com os espectadores? Sim. Mas poxa... Mas porra, a estória tem que ter... (ok, já ficou chato). Em Nem Tudo é o que Parece (Layer Cake), eu queria inaugurar a sessão do blog "Os melhores finais de filme!", mas infelizmente, ele vai inaugurar a sessão "Os piores finais de filme". Tudo por causa de dois minutos. Se o filme tivesse acabado dois minutos antes, seria com certeza um dos melhores finais de filme de todos os tempos. Porém, alguém (não vou dizer se foi o roteirista, o diretor ou o editor que falhou) resolveu ferrar com tudo. O personagem principal passa o filme inteiro construindo uma mitologia (muito boa), mas no final, ela simplesmente é destruída. Isso, sem contar que o filme não tem fim. Depois de cagar com a mitologia do personagem, ou seja, mostrar o que deveria ter sido cortado ou pelo diretor ou pelo roteirista, resolveram também não mostrar o desfecho, o que realmente acontece com o personagem. Isso pra mim é punhetagem. É também o mesmo problema de Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (além do nome gigantesco, que até hoje não havia decorado, e que depois de hoje, não faço questão de decorar). Acaba o filme, mas não mostra o que acontece. Só faz menção. Enfim: se querem inovar, que façam isso de uma boa maneira. Ambos os filmes teriam ficado melhores pra mim se tivessem sido finalizados, e acredito que ninguém no mundo diria o contrário: que o filme deveria sim terminar cinco segundos antes, para não mostrar um desfecho verdadeiro.Ps.: o que eu quero dizer final é final mesmo, não a menção de um final. Vejam os filmes (não são de forma alguma perda de tempo... só não recomendo para aqueles como eu que são meio ranzinzas, ou ficarão tão bravo quanto eu) e depois comentem. Vejam se concordam comigo.