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segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Night to Remember!


Já tiveram a sensação de vazio, a sensação de abandono e solidão tal qual a de finalizar a leitura de um livro muito bom, em que você se apaixona pelos personagens e pela trama?
Já fizeram algo tão bom que o tempo se tornou suspenso, e a percepção de espaço, de corpo, de matéria, se torna adulterada, como uma viajem lisérgica?
Partindo para o campo da idolatria, já estiveram próximos de alguém que transcende o imediatismo e a percepção de realidade, através de genialidade e sensibilidade ímpares? É como estou me sentindo em relação ao show que se passou na noite anterior, aqui em São Paulo. Opeth é o nome da banda, cuja obra, em minha opinião, flerta com a perfeição.
O show mostrou mais a faceta doom metal da banda, mas ainda assim foi permeado de momentos jazzísticos e progressivos. Uma mistura contagiante e viajante, que me fez esquecer completamente que uma hora antes havia tomado uma chuva que só vendo para crer (na fila, esperando para entrar), que me deixou completamente ensopado, e quê me deu dores e câimbras nos pés o tempo todo.

Enfim, foi uma noite para se lembrar. E olha que eles não tocaram nenhuma das minhas favoritas. É por isso que eu “ainda” não posso morrer. Nem que eles tenham que fazer um show particular em que o set-list inclua Patterns in the Ivy II, Still Day Beneath the Sun, The Grand Conjuration e Porcelain Heart.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Teardrop

Já ouviram a expressão de que nascem poucos gênios verdadeiros de tempos em tempos? Eu tenho uma teoria de que, também de tempos em tempos, surge uma música que, sem sombra de dúvidas, te emociona além da conta. Essas músicas transcendem o gosto, a preferência por gêneros, e apaixonam quem se disponibiliza à pelo menos escutá-las. Ultrapassam a barreira da moda, estética, língua, tempo e mídia. E essas músicas, muitas vezes, permanecem escondidas, longe da massa, e pouco divulgadas. Na época em que essa música foi lançada, em 1998, eu era um assíduo telespectador do canal MTV, que, na época, ainda se preocupava com música. Eu assisti ao videoclipe uma vez, e passei duas semanas grudados na tela para vê-lo de novo. Não consegui, mas persisti. Comprei uma fita VHS e deixei o vídeo cassete preparado para a gravação, e mais uma semana de espera, para conseguir, finalmente. Como um viciado em heroína, eu esperei impacientemente pela próxima dose (na época não existia youtube, e a net era 56kbps). Mas a música só teve pouca divulgação aqui. Lá fora foi amplamente divulgada, e até adotada em algumas séries de tv (acho que House). Eu coloco o vídeo então, e espero que, como eu, vocês se apaixonem. Com vocês, Massive Atack com a música Teardrop.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Battle of Evermore

Uma montagem bem bacana de um dos clássicos do Led.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Porquê eu sempre volto para as mesmas bandas?

Opeth é hors concours mas eu vou falar assim mesmo. A minha banda favorita da atualidade é, sem dúvida, o ápice da genialidade musical contemporânea. Eles flertam com o death metal, doom, prog, flertam com o rock e o clássico. O vocalista transita fácilmente entre o gutural e o suave, dando o tom exato para cada música ou parte dela. No mesmo álbum compõe canções pesadas como uma âncora, e outras com uma sensibilidade tocante. Enfim, você não descreve música. Música você escuta e sente. Coloco aqui três vídeos, com três momentos diferentes da banda.



quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sisters of Mercy

Eu não sou viciado (ainda) em SoM, mas é certo que existe algo místico em suas músicas. Lá por volta de 1998, eu li um livro infanto-juvenil muito bom, chamado Os Noturnos de Flávia Muniz. É uma estória de vampiros, e todos sabem que sou fanático por esse assunto. Este livro foi um dos responsáveis pela minha paixão por literatura, e ainda hoje é um dos meus favoridos. No seu final, Flávia, em uma "mini auto entrevista", diz escrever ouvindo música, e uma das que ela cita, é Temple of Love, do SoM, que posto aqui. E sim, a música é fenomenal, contagiante, e climática. É a tal mística, que só encontrei em poucas bandas. Depois posto outras.

Porquê eu sempre volto para as mesmas bandas?

Respondendo diretamente à essa pergunta, eu sempre volto pras mesmas bandas porquê eu sou apaixonado por boa música. E eu me gabo de ser bem eclético, e muito pouco preconceituoso (tem alguns gêneros que realmente não fazem a minha cabeça, mas eu evito falar mal pra não ser parcial e injusto). Começando essa série de posts hoje, apresento uma das minhas bandas favoritas: Lamb of God. O som deles não é para qualquer ouvido, eu acredito. Música pesada com vocal gutural difícilmente são "gostáveis" para quem não aprecia o estilo. Mas é inegável o talento dos caras. Em 2007 foram nominados à Melhor Performance de Metal para a música Redneck, no Grammy, mas perderam o prêmio para o Slayer - Eyes of the Insane. O estilo é difícil de definir, e no meu ver, desnecessário. Então basta dizer que é metal, com vocal gutural, e quem quiser dar uma olhada, fique à vontade. A banda mistura técnica apurada, riffs poderosos, e um ritmo alucinante "solto, trancado e solto". O melhor exemplo desse tipo de quebra está na faixa Ruin, que disponibilizo em video aqui em baixo. Enfim, quando a banda é tão genial quanto Lamb of God, passa o tempo, bandas vem e vão, mas eu sempre volto à ouvi-la. Mais pra frente escrevo sobre outras que sempre volto á ouvir. Espero que gostem dessa.


terça-feira, 19 de junho de 2007

Agora já posso morrer!

Bom, não é segredo que um dos meus estilos de música favoritos é o metal. E nesse estilo, há para mim, uma tríade imbatível de bandas que eu considero as melhores. 1º Symphony X, 2º Nevermore e 3º Opeth. Ano passado compareci ao Live&Louder, e vi o Nevermore tocar, bem de pertinho. Mas quem diria, que esse ano, veria o show de uma de minhas bandas preferidas (de todos os tempos do universo, como diria o cara que me apresentou essa banda: meu saudoso amigo Pingüim). Sim... eu estive em Sampa, e chorei pra caramba no show deles. Sua musica parece sim, uma sinfonia, e é muito perfeita. Por acaso já ouviram falar da Síndrome de Stendhal? Sim, eu padeci de loucura com a perfeição da arte da banda. Aqui vai uma foto que eu consegui tirar. Pasmem!